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Dr. Fabio Alexandre Cirurgião Geral e Chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva e Gastroenterologia do Hospital Adventista de Manaus

A cápsula endoscópica é a forma de diagnóstico mais precisa e confortável, que permite a filmagem do interior do esôfago, estômago, intestino delgado e cólon. Parece um comprimido, mas não é! A Cápsula Endoscópica mede 11 x 26 mm, pesa 4g. É revestida por material biocompatível resistente aos sucos digestivos e progride com os movimentos gastrointestinais. Tecnologia utilizada no desenvolvimento da cápsula endoscópica foi gerada em 1992 pelo Dr. Gabriel Idam, que era o chefe da divisão de "design" eletro-óptico de uma divisão do exército israelense e o professor Eytan Scapa, gastroenterologista da Escola de Medicina de Harvard. A cápsula endoscópica foi lançada no Brasil em dezembro de 2001, durante o I Curso Brasileiro de Endoscopia Terapêutica, realizado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O exame é realizado ambulatorialmente e precedido por um jejum de 8 horas. A Cápsula Endoscópica é ingerida com um pouco de água, dando início ao procedimento endoscópico. A partir de então, a cápsula passa a tirar 2 fotos por segundo (chegando a gerar cerca de 60.000 fotos ao final do exame). Os dados e as imagens são transmitidos, por radiofreqüência, a sensores aderidos à parede do abdome, enquanto a cápsula passa através do tubo digestivo, e captadas pelo Data Recorder (computador do tamanho de um “walkman”) preso à cintura do paciente. Durante o exame o paciente pode realizar atividade normal e inclusive ingerir líquidos passadas as primeiras horas. Após cerca de 8 horas, o paciente retorna ao hospital com o Data Recorder para que se possa fazer o processamento dos dados. A cápsula é descartável ! As principais indicações para o uso da cápsula endoscópica são sangramento gastrointestinal obscuro, como os produzidos por malformações vasculares, úlceras, tumores benignos ou malignos; sangramento gastrointestinal aparente, após realizar exames minuciosos convencionais de Endoscopia Digestiva Alta e Colonoscopia sem detectar a fonte; dor abdominal crônica com suspeita de origem orgânica; suspeita clínica de doença de Crohn (não confirmada por outros exames); acompanhamento de pólipos de intestino delgado e avaliação de diarréia crônica de etiologia desconhecida.
A cápsula endoscópica já está disponível no Serviço de Endoscopia Digestiva do Hospital Adventista, sendo o primeiro hospital a dispor desta tecnologia em Manaus e no Amazonas. Maiores Informações; Serviço de Endoscopia – Dr. Fábio Alexandre – Hospital Adventista de Manaus. |